Esta droga é conhecida como o
esteróide oral mais poderoso que um culturista pode administrar.
Ela ocasiona um rápido ganho de força e volume muscular, mas,
devido à sua alta toxidade ao fígado, a dose e o ciclo de
utilização devem ser limitados, pois sua utilização pode tornar
mais pronunciados os outros efeitos colaterais mencionados
anteriormente neste capítulo, mesmo em dose menor é de praxe o
uso de Nolvadex para se limitar alguns dos efeitos indesejáveis.
O tempo de uso verificado não ultrapassa 6 semanas. Onde as
repetições de consumo só ocorrem com intervalos de 6 a 8
semanas. Ao contrário do Halotestin, o Hemogenim não é utilizado
em fase de pré-competição, tendo em vista que ocasiona muita
retenção hídrica. Mulheres não devem utilizá-lo.
Apresentação: Caixa com 10
comprimidos de 50mg cada. É produzido pela SYNTEX no Brasil.
(amido de
milho, estearato de magnésio, lactose, polivinilpirrolidona
e metanol).
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INFORMAÇÃO AO PACIENTE
. O HEMOGENIN
contém a oximetolona, potente droga anabolizante androgênica.
. Os medicamentos devem ser sempre conservados em local
fresco e seco, em condições de higiene, mantendo seus
rótulos de
maneira visível e legível para fácil identificação no
momento de usar.
. HEMOGENIN apresenta-se em blisters contendo 10
comprimidos.
. O prazo de validade do produto consta na embalagem
externa.
. Evitar o uso de medicamentos com prazo de validade
esgotado.
. O medicamento está indicado no tratamento de anemias
causadas pela deficiente produção de glóbulos vermelhos.
. Ocorrendo uma gravidez, seu médico assistente deverá ser
imediatamente informado.
. O medicamento deverá ser tomado sob estrita vigilância
médica e de acordo com a posologia recomendada nesta bula.
. Informar imediatamente seu médico assistente, quando da
ocorrência de qualquer reação desagradável.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.
. O HEMOGENIN é contra-indicado em várias situações em que
somente o seu médico poderá avaliar os riscos às
necessidades de utilizar a droga. Entre as contra-indicações
pode-se citar: gravidez, nefrose ou fase nefrótica de
nefrites, hipersensibilidade, insuficência hepática grave e
carcinomas da
próstata e da mama, no homem, e da mama, na mulher
com hipercalcemia.
. O HEMOGENIN pode causar toxicidade hepática, virilização,
deficiências de ferro e deve ser administrado com muita
cautela a pacientes com moléstias cardíaca,
renal ou hepática e em crianças.
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INFORMAÇÃO TÉCNICA
A
oximetolona,uma potente droga anabolizante e androgênica,
acentua a produção e excreção urinária de eritropoetina em
pacientes com anemias devidas à deficiência da medula óssea
e, muitas vezes, estimula a eritropoiese e em anemias
devidas à deficiente produção de eritrócitos.
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INDICAÇÕES
A oximetolona (comprimidos com 50mg) está indicada no
tratamento de anemias causadas pela produção deficiente de
eritrócitos. A
anemia aplástica adquirida, a
anemia aplástica congênita, a mielofibrose e as
anemias hipoplásticas devidas à administração de substâncias
mielotóxicas, muitas vezes respondem ao tratamento. A
administração de oximetolona (comprimidos com 50mg) não deve
excluir outras medidas de suporte tais como transfusões de
sangue, correção do ferro, do ácido fólico, da
vitamina B12 e da piridoxina, terapia antibacteriana
e o uso apropriado de corticosteróides.
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CONTRA-INDICAÇÕES
Antes da
instituição da terapia, o médico deve pesar os riscos
envolvidos frente às necessidades do paciente, uma vez que
os agentes anabolizantes são geralmente contra-indicados nas
seguintes situações:
1.Carcinoma
da
próstata ou da mama em pacientes do sexo masculino.
2.Carcinoma
da mama em pacientes do sexo feminino com hipercalcemia; os
esteróides anabólicos androgênicos podem estimular
reabsorção osteolítica dos ossos.
3.Gravidez: a oximetolona pode ser nociva ao feto, quando
administrada a mulheres grávidas. Por isso, está
contra-indicado em mulheres grávidas ou que venham a
engravidar. Se a paciente engravidar durante a administração
da droga, ela deve ser informada do perigo potencial ao
feto.
4.Nefrose ou fase nefrótica da
nefrite.
5.Hipersensibilidade.
6.Insuficiência
hepática severa.
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ADVERTÊNCIAS
Devido aos
seus graves efeitos colaterais, os esteróides anabolizantes
não devem ser usados para estimular as condições atléticas.
Em pacientes com
câncer da mama, a terapia androgênica pode causar
hipercalcemia por estimulação da osteólise. Neste caso a
droga deve ser descontinuada.
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PRECAUÇÕES
1.Hepatotoxicidade.
Os efeitos hepatotóxicos, incluíndo
icterícia, são comuns nas dosagens prescritas.
A
icterícia clínica pode ser indolor, com ou sem
prurido. Ela pode também ser associada com aumento
hepático
agudo e dor no quadrante superior direito, o que pode
levar à suposição enganosa de obstrução aguda (requerendo
cirurgia) do ducto biliar.
A
icterícia induzida por droga é usualmente reversível
quando a medicação é descontinuada. A terapia continuada tem
sido associada a
coma hepático e morte. Devido à hepatotoxicidade
associada à administração de oximetolona, são recomendados
testes periódicos da função hepática.
Carcinoma hepatocelular e "peliosis hepatis" (uma
rara condição de etiologia mal definida, consistindo de
cistos contendo sangue, no
fígado), têm sido observados em pacientes com
anemia aplástica congênita e adquirida, tratados com
oximetolona e outros andrógenos por períodos prolongados. Em
alguns casos, a retirada da droga tem sido associada à
regressão das lesões hepáticas.
2.Virilização.
Pode ocorrer virilização na mulher. A
amenorréia usualmente aparece na mulher adulta, mesmo
na presença de trombocitopenia. Não é recomendada a
administração concomitante de grandes doses de agentes
progestacionais para controle da menorragia.
3.Deficiência de ferro.
O desenvolvimento da
anemia ferropriva, manifestada por baixo teor de
ferro sérico, e o percentual diminuído de saturação da
transferrina têm sido observados em pacientes tratados com
oximetolona.
É recomendável a periódica determinação do ferro sérico e da
capacidade de conjugação férrica. Se for constatada
deficiência de ferro, a mesma deve ser tratada adequadamente
com ferro suplementar.
4.Tem sido observada
leucemia em pacientes com
anemia aplástica tratados com oximetolona. A
responsabilidade da oximetolona, se houver, não está clara,
porque a transformação maligna tem sido observada em
discrasias sangüíneas e leucemias têm sido relatadas em
pacientes com
anemia aplástica não tratadas com oximetolona.
5.É necessário cautela ao administrar esses agentes a
pacientes com moléstias cardíaca,
renal ou hepática.
Edema, com ou sem
insuficiência cardíaca congestiva, pode ocorrer
ocasionalmente. A administração concomitante com
corticosteróides ou ACTH pode contribuir para o
edema, isto é geralmente controlável, com terapias
diurética e/ou digitálica apropriadas.
6.Pode desenvolver-se hipercalcemia, tanto espontaneamente
como por resultado de terapia hormonal, em mulheres com
carcinoma disseminado da mama. Se isto ocorrer
durante o tratamento com esse medicamento, ele deve ser
suspenso.
7.Esteróides anabólicos podem aumentar a sensibilidade aos
anticoagulantes.
Pode tornar-se necessário diminuir a dose de anticoagulantes
a fim de manter o tempo de protrombina em nível terapêutico
desejável.
8.Tem-se observado que os esteróides anabolizantes alteram
os testes de tolerância à
glicose. Os diabéticos devem ser cuidadosamente
observados e a
insulina ou a dosagem de
hipoglicemiantes orais devem ser ajustados de acordo.
9.Os esteróides anabolizantes devem ser usados com cautela
em pacientes com
hipertrofia prostática benigna. Pacientes geriátricos
do sexo masculino tratados com esteróides anabolizantes
androgênicos podem ter um risco aumentado no desenvolvimento
de
hipertrofia da
próstata e
carcinoma prostático.
10.Alterações dos lipídios sangüíneos que, como se sabe,
estão associadas ao risco de aumento de arteriosclerose, têm
sido observadas em pacientes tratados com andrógenos
esteróides anabolizantes.
Estas alterações incluem decréscimo da lipoproteína de alta
densidade e algumas vezes aumento da lipoproteína de baixa
densidade. As alterações podem ser muito acentuadas e podem
ter um sério impacto no risco de arteriosclerose e doença
arterial coronariana.
11.Os esteróides anabólicos/androgênicos devem ser usados
com muita cautela em crianças. Os agentes anabólicos podem
acelerar a maturação epifiseal mais rapidamente do que o
crescimento linear em crianças, e o efeito pode persistir
por 6 meses após a descontinuação da droga. Portanto, a
terapia deve ser monitorada por estudos radiográficos a
intervalos de 6 meses, a fim de evitar o risco de
comprometer a altura do adulto.
12.Não se sabe se os esteróides anabólicos são excretados
pelo leite materno. Devido ao risco potencial de reações
adversas em crianças amamentadas com leite materno
possivelmente contendo esteróides anabólicos, mulheres que
tomam Oximetolona não devem amamentar.
- REAÇÕES
ADVERSAS
1.A
hepatotoxicidade é a reação adversa mais grave associada à
terapia com esteróides anabolizantes. O aumento reversível
na retenção da bromossulfaleína pode ocorrer precocemente e
parece estar diretamente relacionado à dose. O aumento da
bilirrubina sérica, com ou sem aumento da fosfatase
alcalina e transaminases (TGO e TGP), indicam um maior grau
da disfunção excretora.Icterícia
clínica, que é reversível quando a droga é descontinuada,
pode ocorrer. O quadro histológico é o de uma colestase
intra-hepática, com pouca ou nenhuma lesão celular. A
terapia continuada pode estar associada a
coma hepático e morte.
2.A virilização é o efeito indesejável mais comum associado
à terapia com esteróides anabolizantes. Pode ocorrer
acne frequëntemente em todas as faixas etárias.
Jovens pré-púberes do sexo masculino: os primeiros sinais de
virilização em jovens pré-púberes do sexo masculino são um
alargamento do pênis e aumento da freqüência das ereções.
Hirsutismo e aumento da pigmentação da pele pode também
ocorrer.
Jovens pós-púberes do sexo masculino: inibição da função
testicular com oligospermia, diminuição do volume seminal,
alteração de libido e
impotência podem ocorrer com prolongada ou intensiva
terapia anabólica.
Ginecomastia à
atrofia testicular pode ocorrer. Priapismo
crônico, padrões masculinos de perda de cabelo,
epididimite e irritabilidade da bexiga têm sido relatados.
Em mulheres: hirsutismo, espessamento ou aprofundamento da
voz, aumento do clítoris, alteração da libido e
irregularidades menstruais a padrões masculinos de calvície
pode ocorrer. Alteração da voz e o aumento do clítoris
usualmente são irreversíveis mesmo após a imediata
descontinuação da terapia.
O uso de estrógenos em combinaçào com andrógenos não
previnem a virilização em mulheres.
3.Outras reações adversas associadas à terapia
anabólico-androgênica incluem: cãimbras,
náuseas, excitação e insônia, calafrios, sangramento
em pacientes em terapia
anticoagulante concomitante, fechamento prematuro da
epífese em crianças, vômitos,
diarréia.
4.Alterações nos seguintes testes clínico-laboratoriais: FBS
e teste da tolerância à
glicose.
Testes da função tireoideana: um decréscimo do PBI, na
capacidade de conjugação da tiroxina à fixação do iodo
radioativo, e pode ocorrer um aumento da fixação do T3 pelos
eritrócitos ou resina. A tiroxina livre é normal. Os testes
alterados usualmente persistem por duas a três semanas após
interrupção da terapia anabólica.
Eletrólitos: retenção do sódio, cloretos, água, potássio,
fosfatos e cálcio.
Supressão dos fatores de coagulação II, V, VII e X. Aumento
da creatina e excreção da
creatinina perdurando por até duas semanas após a
descontinuação da terapia.
Redução da excreção dos 17-cetosteróides.
5.Têm havido raros relatos de neoplasias hepatocelulares à "peliosis
hepatis" associados à terapia prolongada com esteróides
andrógenos-anabolizantes.
- DOSE E
ADMINISTRAÇÃO
A dose
recomendada de HEMOGENIN em crianças e adultos é de 1 a
5mg/kg do peso corporal por dia. A dose usualmente eficaz é
de 1 a 2 mg/kg/dia, mas doses mais altas podem ser
necessárias e a dosagem deve ser individualizada. A resposta
nem sempre é imediata e uma prova terapêutica mínima de 3 a
6 meses deve ser feita.
Seguindo-se a remissão, alguns pacientes podem ser mantidos
sem a droga e outros podem ser mantidos a uma dose diária
estabelecida mais baixa. Uma terapia contínua é geralmente
necessária em pacientes com
anemia aplástica congênita.