Existem 20
tipos de aminoácidos, sendo que 3 são os mais importante para o músculo,
perfazendo um terço de toda proteína encontrada no tecido muscular. São eles: a
Valina, a Leucina e a Isoleucina. Chamados de aminoácidos de cadeia ramificada
ou BCAA (Branched Chained AminoAcids).
Estudos vêm
demonstrando a importância dos BCAA's na prevenção da fadiga central. Ocorre que
uma menor concentração plasmáticas destes 3 aminoácidos favorece a entrada do triptofano-livre no SNC, levando a geração de 5 hidroxi-triptamina, precursor da
serotonina, um dos principais neurotransmissores envolvidos na modulação do
processo da fadiga central. Durante treinamento intenso prolongado, o glicogênio
muscular pode ser depletado e o músculo pode aumentar sua dependência dos BCAA’s
como fonte de energia, reduzindo a proporção plasmática de BCAA com relação ao
triptofano.
A suplementação
com BCAA evita a perda de massa muscular e força, decorrente de treinamento
pesado, onde o BCAA é recrutado como fonte de energia. Também é importantíssimo
para a síntese protéica e construção dos músculos, uma baixa oferta destes
aminoácidos pode trazer fortes prejuízos nesses dois processos. Sendo assim,
utilizado como um poderoso suplemento anabólico e anti-catabólico para
praticantes de musculação.
Outro beneficio
do BCAA como suplemento anabólico, está na capacidade de estimular a produção do
hormônio do crescimento (GH), insulina e da testosterona, ajudando no aumenta da
massa muscular de forma indireta.
Parece que a
proporção mais efetiva destes aminoácidos é de 2:1:1 de Leucina para Isoleucina
para Valina, respectivamente.
Deve ser
administrado antes e após o treinamento com peso, sempre com sucos, e nunca
durante as refeições, para que não concorram com outros aminoácidos. De um
intervalo de 15-30 minutos entre a administração de BCAA e a refeição.
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ARTIGO
ESCRITO POR: |
|
Equipe
AnimalBombado.com - Musculação e Fisiculturismo |
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BCAA (AMINOÁCIDOS DE
CADEIA RAMIFICADA)
Composto por três aminoácidos
essenciais: leucina, valina e isoleucina que não são produzidos pelo organismo.
Esse suplemento auxilia no fornecimento de energia durante o exercício
prolongado, além de estimular o crescimento muscular. Segundo a nutricionista
Cynthia Antonaccio, a única dúvida é até que ponto é válido o uso deste
suplemento para não atletas, visto que muitas das pesquisas são feitas com
atletas. Um estudo publicado no Medicine and Science in Sport and Exercise,
demonstrou que a suplementação de BCAA em triatletas induziu a redução da
incidência de sintomas ligados à infecção do trato respiratório superior. Este
efeito apareceu associado à manutenção das concentrações plasmáticas de
glutamina, reduzidas após o triathlon olímpico. Os atletas foram suplementados
com 6g/dia de BCAA durante um mês antes de uma competição de triathlon olímpico.
BCAA (AMINOÁCIDOS DE CADEIA RAMIFICADA)
A suplementação com os
aminoácidos leucina, isoleucina e valina (Branched Chained AminoAcids - BCAA)
tem sido bastante estudada em função do papel destes aminoácidos na instalação
do quadro de fadiga central durante o exercício prolongado. Nesta situação, sua
menor concentração plasmática favoreceria a entrada do triptofano-livre no SNC,
levando à geração de 5 hidroxi-triptamina, precursor da serotonina. A serotonina,
por sua vez, é um dos principais neurotrasmissores envolvidos na modulação do
processo da fadiga central.
Os BCAAs também estão sendo
estudados por seus efeitos anabólicos e anticatabólicos. A síntese protéica é o
processo pelo qual aminoácidos são unidos por ligações peptídicas formando uma
cadeia. Estas cadeias ou grupos de cadeias fundem-se em uma estrutura com
configuração tridimensional, que conhecemos como proteína. Todas as proteínas,
inclusive as proteínas contráteis (actina e miosina), são fabricadas tendo
como matéria-prima o pool ("conjunto") de aminoácidos livres. Desta forma, em
situação em que a disponibilidade de aminoácido está limitada pode haver
prejuízo dos processos de síntese protéica. Algumas pesquisas têm demonstrado
que a suplementação com BCAA tem sido mais eficiente em promover o aumento da
taxa de síntese protéica quando comparada à ingestão de proteínas encontradas
nos alimentos. Experimentos realizados em laboratório demonstraram que os BCAA
são tão eficientes quanto uma mistura com 20 aminoácidos diferentes para evitar
degradação protéica em células do miocárdio ou do músculo esquelético submetidas
a estímulos catabólicos.
Especula-se também que a
suplementação de BCAA possa promover anabolismo de forma indireta, estimulando a
liberação de alguns hormônios. Dentre tais hormônios estariam o hormônio de
crescimento (GH), a Insulina e a Testosterona. É importante ressaltar que a
leucina, dos três BCAA, é aquela que pode apresentar a maior resposta anabólica,
embora essa questão precise ser mais bem esclarecida. As alterações hormonais
sofridas em resposta ao exercício também podem ser alteradas através da
suplementação com BCAA, capaz de promover a manutenção favorável da razão
testosterona/cortisol.
Foi demonstrado que ao se
comparar a ingestão de uma mesma quantidade de proteínas encontradas no leite
(10g) com a mesma de BCAA (12g), a ingestão destes últimos modificou o padrão
das alterações hormonais em resposta ao estresse imposto pelo exercício.
Outros estudos destacam o papel
da Leucina como regulador do metabolismo protéico. Em condições de degradação
protéica aumentada, a administração de Leucina diretamente na circulação foi
capaz de reduzir o fenômeno catabólico. Essa ação anticatabólica da Leucina
parece não ser direta e sim devido à ação de seus metabólitos formados em nosso
organismo, o alfa-cetoisocaproato, KIC e o beta-hidroxi-beta-metil butirato, o
HMB. O papel destes dois compostos é, hoje, alvo de grande número de pesquisas.
A exposição a altas altitudes,
onde o ar é rarefeito, tem demonstrado uma redução na massa muscular. A hipoxia
parece alterar o metabolismo protéico ocasionando uma diminuição da massa
muscular. A suplementação com BCAA (2,4g administrada três vezes/dia) minimiza
este quadro, mediante, provavelmente, um estímulo de síntese.
Os resultados dos estudos aqui
citados sugerem, portanto, que os chamados BCAA podem ter um papel mais
especializados em relação aos processos de síntese/degradação protéica. É
fundamental destacar, no entanto, que tais resultados são preliminares e ainda
existem poucas pesquisas, principalmente sobre os efeitos do suplementação
crônica de aminoácidos isolados, que permitem estabelecer com segurança o papel
destes no metabolismo humano.
BCAA (AMINOÁCIDOS DE CADEIA RAMIFICADA)
E sua efetividade na saúde e
performance
O BCAA é um aminoácido de cadeia
ramificada formado por três nutrientes essenciais: leucina, isoleucina e valina,
encontrado principalmente em alimentos de origem animal. No mercado também têm
sido encontrado alguns suplementos de BCAA extraído do melaço da beterraba.
Após a ingestão do BCAA, a
absorção ocorre no intestino, onde vai ser transportado até o fígado para ser
utilizado como síntese protéica, e distribuído, via circulação sistêmica, o qual
se deposita preferencialmente no músculo esquelético.
Vários estudos têm demonstrado
que a suplementação com BCAA está associada à melhora do estado catabólico
comumente observado nos pacientes com cirrose, encefalopatia hepática e pode ser
útil na prevenção da falência hepática progressiva.
Nos exercícios físicos, o BCAA
tem sido estudado pelo seu efeito anabólico e anti-catabólico. Segundo alguns
estudos, a suplementação com BCAA pode retardar a fadiga central, pois durante o
exercício intenso prolongado, o glicogênio muscular pode ser depletado e o
músculo pode aumentar sua dependência dos BCAA's como fonte de energia,
reduzindo a proporção plasmática de BCAA com relação ao triptofano.
Como o BCAA compete com o
triptofano para entrar no cérebro, uma baixa proporção facilitaria a entrada do
triptofano para formar serotonina, levando a fadiga central. Já a suplementação
com BCAA, pode retardar a fadiga central por aumentar a proporção do BCAA com
relação ao triptofano.
Com relação ao aumento da massa
muscular existem trabalhos, mostrando que o BCAA antes dos exercícios aumenta a
síntese protéica por estimular alguns hormônios, tais como os de crescimento (GH),
a insulina e a testosterona, melhorando assim a massa muscular.
Em esporte de longa duração, a
diminuição do BCAA pode levar a uma supressão do sistema imune através da
diminuição dos níveis de glutamina. Neste caso, o BCAA pode melhorar a resposta
imune em atletas por evitar a redução da glutamina durante o exercício.
Em um estudo com 12 atletas de
elite foram suplementados com seis gramas/dia durante um mês antes da
competição. A suplementação de BCAA evitou a diminuição da glutamina e diminuiu
a incidência de infecções.
Sendo assim, alguns estudos têm
mostrado efeitos da suplementação com BCAA no auxílio na hipertrofia muscular,
ação anticatabólica; retardo da fadiga central, melhora da performance, poupador
dos estoques de glicogênio muscular, aumento dos níveis plasmáticos de
glutamina, após o exercício intenso, podendo fortalecer o sistema imunológico.
A suplementação é relativamente
segura, contudo o excesso pode inibir a absorção de outros aminoácidos, além
disso, no caso de doses excessivas pode causar uma maior retenção de líquido,
levando a um mal estar gastrointestinal. O ideal é sempre consultar um
profissional capacitado antes de iniciar a suplementação.
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ARTIGO
ESCRITO POR: |
|
Dra.
Catarina Stocco, nutricionista, especialista em
nutrição clínica e esportiva |
|
Revista
Performance Nutrition |
BCAA (AMINOÁCIDOS DE CADEIA RAMIFICADA)
Os BCAA's estão entre as armas
mais poderosas de nosso arsenal. Podemos considerá-los como sendo a nossa
metralhadora HK21 A1 calibre 7.62 de alta eficácia em qualquer situação. Seja em
período de ganho de massa ou em preparação para alguma competição, os BCAA's
sempre estarão prontos para "tocar o horror". Eles evitam a proteólise (quebra
de proteínas), fornecem energia, são altamente anticatabólicos e podem ser
utilizados por atletas de qualquer modalidade esportiva. Tanto atletas de força
como de endurance (ou outros esportes) se beneficiam com o uso destes
aminoácidos. Há vários estudos sobre o possível efeito dos BCAA's no retardo da
fadiga central que se instala em atletas de esportes de longa duração como
triatletas, maratonistas e ciclistas. No fisiculturismo seu uso é de grande
valia nos períodos de pré competição onde a dieta é muito restrita em
carboidratos levando os atletas na maioria das vezes a grandes perdas de massa
muscular. Os BCAA's evitam grande parte desta perda. As doses que recomendo para
os combatentes de minha equipe geralmente são similares às mostradas abaixo:
Sugestões de uso:
-
3 g cerca de 30-45 min antes
do treino
-
6 g imediatamente após o
treino. Aguarde 30 min e tome seu shake protéico.
-
Para atletas não competidores
e mulheres usa-se a metade da dose - 1,5 g e 3 g respectivamente.
Atletas de Força (Basismo):
Atletas de Outras modalidades:
-
Lutadores: 3 g antes do
treino + 3 g após o treino.
-
Ciclistas (longa distância):
3 g antes do treino e mais 1,5 g a cada 30 km percorridos.
-
Maratonistas: 3 g antes de
cada treino + 6 g após cada treino.
-
Triatletas: 3 g antes de
nadar / 3 g antes de pedalar / 3 g antes de correr.
-
Fisiculturistas: shake
carbo-protéico cerca de 30-40 minutos após o treino.
Imediatamente após o treino
recomendo apenas o uso de BCAA's e outros suplementos como multivitamínicos e/ou
vitaminas hidrossolúveis como a vitamina C, B6 e Complexo B.
O shake é oferecido somente mais
tarde e com muito pouco carboidrato com a finalidade de manter baixo o
percentual de gordura do atleta. Apesar de a maioria dos outros treinadores
utilizarem esta hora para dar um up na insulina temos mantido este protocolo de
uso de suplementação de BCAA's + Vitaminas e Shake somente mais tarde e obtido
ótimos resultados sem acúmulo de gordura. A reposição de carboidratos é feita
dentro de 90 minutos após o treino sem usar maltodextrina. O efeito poupador de
músculos fornecido pelos BCAA's nota-se quando o atleta aperta a dieta para
tornar seus músculos mais cortados e definidos. Se você nunca utilizou este tipo
de suplemento talvez seja a hora de dar a ele uma chance.