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Fisiculturismo
CARNITINA
A carnitina tem sido muito utilizada
por atletas com o intuito de melhorar a performance e por
praticantes de atividade física com o objetivo de redução da
massa gorda, como fat burner. Estas idéias têm, como base, o
fato de a carnitina ser um dos componentes do sistema enzimático
que controla a entrada de ácidos graxos de cadeia longa (o
principal tipo armazenado no organismo) na mitocôndria, sítio de
sua oxidação.
Este mecanismo, se comprovado,
aumentaria a oxidação de ácidos graxos, durante a atividade
física, estimulando os mecanismos de conservação do glicogênio
muscular, retardando a fadiga. Até o momento, no entanto, esta
via não foi confirmada. Por outro lado, diversos estudos têm
demonstrado que a suplementação com carnitina pode ter um efeito
benéfico para atletas através de outro processo.
A ingestão de 2g/dia de carnitina
(L) promove aumento da concentração intramuscular desta amina,
em períodos superiores a 14 dias. Este aumento da
disponibilidade de carnitina intramuscular tem sido capaz de
alterar a atividade de enzimas oxidativas, favorecendo os
processos de produção de energia por esta via.
Como resultado deste aumento nas
concentrações de carnitina intramusculares, alguns trabalhos têm
demonstrado aumento do consumo máximo de oxigênio, redução do QR
e aumento da resistência à exaustão em alguns modelos
experimentais. Estes resultados, no entanto, ainda não são
consenso, uma vez que alguns trabalhos falharam ao tentar
demonstrar estes efeitos pró-oxidativos da suplementação com
esta amina.
Desta forma, a eficiência da
suplementação de L-carnitina a fim de melhorar a performance
permanece inconclusiva, caracterizando-se, assim, como excelente
campo para a experimentação, quer em humanos, quer em modelos
animais. Seu uso, portanto, deve ser, se for o caso, feito sob
estrita observação e acompanhamento.
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