A glutamina é o
aminoácido mais abundante no tecido muscular, perfazendo aproximadamente 50% de
todos os aminoácidos em forma livre. Vale destacar que a glutamina não é um
aminoácido essencial, sendo produzido pelo músculo. Esse nutriente é
literalmente “arrancado” do músculo em períodos de treinamento pesado, sendo que
pode ocorrer perda de massa muscular decorrente do esgotamento de glutamina e
baixa no sistema imunológico. Quando ocorre esse esgotamento o músculo é o
primeiro combustível, causando o tão temido catabolismo muscular.
Uma
suplementação adequada deste nutriente, além de prevenir o catabolismo, é capaz
de captar água para o meio intracelular, estimulando a síntese protéica.
Semelhante ao que acontece com a famosa creatina. Também aumenta a recuperação
muscular prevenindo o temido overtraining.
Glutamina tem
uma estrutura única, constituída de 19% de nitrogênio, tornando-se o nutriente
responsável por 35% de todo nitrogênio que chega ao tecido muscular onde é
sintetizado para crescimento.
Um estudo
demonstrou que a suplementação com 2g/dia de glutamina pode aumentar em 400% os
níveis do hormônio do crescimento (GH), conseqüentemente sua massa muscular e a
perda de gordura.
A glutamina pode ser ingerida em qualquer momento do dia, sendo que os mais importantes são,
logo após o treino de musculação e antes de dormir. De preferência misturada com suco, para
aumentar os níveis de insulina, facilitando o transporte do nutriente para
dentro da célula muscular. Após consumir uma solução contendo 5g de glutamina,
tem se demonstrado um aumento na concentração plasmática deste nutriente 30
minutos após a administração.
Um estudo
publicado no jornal do American College of Sports Medicine constatou que a
prática regular de atividade física (leve) aumenta a capacidade do sistema
imunológico, sendo que para praticantes de musculação pode ocorrer o contrario,
uma baixa no sistema imunológico, decorrente da pouca oferta deste poderoso
aminoácido.
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AnimalBombado.com - Musculação e Fisiculturismo |
GLUTAMINA
Diversos estudos sobre o papel
desse aminoácido na síntese protéica, volume celular e síntese de glicogênio
sugerem que ele possa promover o crescimento muscular e minimizar a
imunossupressão induzida pelo exercício. O interessante é que esses estudos
foram realizados tanto em humanos quanto em modelos experimentais.
A glutamina exerce papel
estimulador sobre a síntese protéica através do aumento de volume celular e da
pressão osmótica, curiosamente o mesmo mecanismo atribuído à creatina neste
particular (aumento da síntese de proteínas).
É importante destacar que a glutamina não é um aminoácido essencial, sendo intensamente produzido pelo
músculo. A maior produção e liberação de glutamina está relacionada a fatores
fisiológicos (exercício) e estressores (cirurgias, traumas, queimaduras). Nestes
casos, sua demanda está aumentada.
A concentração intramuscular de glutamina pode regular o catabolismo e anabolismo protéico. A suplementação
desse aminoácido em indivíduos submetidos a fatores estressantes, como cirurgia,
tem contribuído para que a queda da síntese protéica não seja tão acentuada.
A glutamina também pode estimular
a síntese de glicogênio (que quando armazenado traz consigo água para o
intracelular), aumentando conseqüentemente a disponibilidade de energia para os
processos anabólicos.
Altas concentrações de cortisol
estão correlacionadas positivamente com aumento no fluxo de glutamina para fora
do músculo. O cortisol parece ter efeito estimulatório sobre a glutamina sintetase, aumentando sua atividade, desviando o destino do pool de aminoácidos
para sua síntese de proteínas, contribuindo para a atrofia muscular.
Ela também desempenha um papel
modulador na secreção de alguns hormônios como: GH, Prolactina, ACTH. Em
situações como Overtraining, em que a liberação de GLN está reduzida, os atletas
sofrem uma imunossupressão.
Um estudo realizado em nosso
laboratório, a ser publicado no Medicine and Science in Sport and Exercise,
demonstrou que a suplementação de BCAA (matéria-prima para a síntese de glutamina) em triatletas induziu redução da incidência de sintomas ligados à
infecções do trato respiratório superior. Este efeito apareceu associado à
manutenção das concentrações plasmáticas de glutamina, reduzidas após o triathlon olímpico. Os atletas foram suplementados com 6 g/dia de BCAA durante
um mês antes de uma competições de triathlon olímpico.
Muitas vezes, a suplementação
oral de glutamina falha em aumentar sua concentração plasmática, pois os enterócitos (células epitélio intestinal) consomem a maior parte desta. Porém
esta suplementação exógena poupa a glutamina endógena, aumentando a
disponibilidade deste aminoácido para outros tecidos. Uma forma alternativa para
suplementação oral de glutamina é administrá-la na forma de dipeptídio.
Alguns estudos recentes em
atletas têm utilizado suplementação oral de glutamina a fim de prevenir a queda
na concentração de glutamina no plasma. Os resultados obtidos, após a
administração de uma solução contendo 5g de Glutamina em 330ml de água, têm
demonstrado que após 30 minutos da suplementação é possível observar-se um
aumento na concentração plasmática de glutamina que retorna ao normal duas horas
após a suplementação. As dosagens freqüentemente utilizadas nos estudos variam
entre 4 a 12 gramas de Glutamina em indivíduos adultos.
GLUTAMINA NO ESPORTE
Ciência estuda como esse
importante aminoácido se comporta no organismo de quem pratica treinos intensos
A glutamina é o aminoácido mais
abundante no sangue e nos tecidos, principalmente nos músculos. Em humanos, a
glutamina representa cerca de 20% do total dos aminoácidos. Não é considerado um
aminoácido essencial porque pode ser sintetizado pelo organismo. Portanto, em
algumas condições, como esforço físico intenso, a concentração intracelular e
plasmática desse aminoácido diminuí em até 50%.
Assim, quando a demanda é maior que
a produção estabelece-se um quadro de deficiência de glutamina.
Glutamina X Exercício
A primeira evidência de que a
glutamina possui propriedades metabólicas importantes surgi dos trabalhos
desenvolvidos por Eagle em 1955, que demonstrou a importância para o crescimento
e manutenção das células.
Durante o exercício físico, ocorrem
estimulação e resposta imediata do metabolismo energético muscular, variando de
acordo com a intensidade e duração do esforço. O treinamento, por sua vez,
também provoca adaptações, que são mais ou menos duradouras, dependendo dos
mecanismos envolvidos. A intensidade e duração do exercício são determinantes
para a utilização da glicose, ácidos graxos ou aminoácidos, sendo o consumo da
glicose e produção de ácido lático predominantes. Já para os exercícios de longa
duração e intensidade leve ou moderada, são utilizados também os ácidos graxos e
aminoácidos.
Os aminoácidos de cadeia ramificada
(valina, leucina, e isoleucina) são, juntamente com a glutamina, os mais
abundantes no tecido muscular e os mais importantes energeticamente. No papel
modulador na síntese protéica, a glutamina parece estar relacionada à regulação
metabólica desempenhada pelo estado de hidratação celular, promovida pela
entrada do aminoácido na célula, que serviria como um estímulo para a síntese
e/ou inibição da degradação protéica e do glicogênio muscular resultando em
maior hipertrofia muscular.
Função Imune
Treinamentos intensos e exercícios
prolongados, associados com períodos de recuperação insuficientes, são
freqüentemente relacionados à depressão da função imune e à maior incidência de
infecções das vias respiratórias. Isso ocorre devido ao fato de que os
exercícios acima mencionados provocam diminuição na concentração plasmática de
glutamina, não apenas durante o exercício, mas também por várias horas e até
mesmo dias, durante a recuperação, pois o estresse induzido pelo exercício
parece ser o fator de desequilíbrio entre a produção/liberação e
captação/utilização da glutamina.
Em condições normais, a glutamina é
produzida e liberada pelos músculos em quantidades excedentes àquelas utilizadas
pelos linfócitos. Contudo, o treinamento pode induzir alterações no processo de
síntese de glutamina nos músculos esqueléticos, diminuindo a disponibilidade
desse aminoácido para as células do sistema imune, podendo provocar
imunodepressão, tornando os atletas mais susceptíveis a processos infecciosos. O
que pode ocorrer juntamente com esse processo é a alteração de alguns hormônios
como a adrenalina, cortisol, hormônio do crescimento e b-endorfina.
Suplementação
Atualmente pesquisaram-se algumas
alternativas de suplementação antes, durante e após o exercício, a fim de
reverter a diminuição da concentração de glutamina que ocorre após o esforço
físico, porém, a efetividade da suplementação com a glutamina pode ser
questionada, pois 50% desta pode ser sintetizada pelo próprio organismo, além de
faltarem estudos que comprovem sua verdadeira eficácia.