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PITBULL

História da Raça PitBull

O American PitBull Terrier foi uma raça desenvolvida no começo do século XIX na Europa pelos ingleses. O primeiro PitBull surgiu do cruzamento do antigo Bulldog Inglês com o já extinto Terrier Inglês (muito assemelhado com o atual Jack Russel Terrier), com muita agilidade e força física. Selecionado por sua força e combate, o PitBull foi levado para a região Oeste dos Estados Unidos, onde começou a ser desenvolvida a raça com mais intensidade no formato atual. A partir daí eles passaram a ser usados em esportes sangrentos, inicialmente lutas com ursos ou touros e depois lutas somente entre cães.

Em 1835, com a proibição das rinhas, tiveram que fazer uma nova seleção de cães retirando da reprodução os agressivos e selecionando os exemplares com temperamento equilibrado. Em 1898 o United Kennel Club (UKC) reconheceu o primeiro exemplar da raça e em 1909 foi fundado nos Estados Unidos a ADBA (American Dog Breeders Association), uma associação exclusiva de criadores da raça PitBull. Ambas na medida do possível tentam manter o PitBull no formato original com a incomparável determinação (Gameness) que é uma das principais características da raça, seguido de força muscular, agilidade e resistência. Sua força é desenvolvida tanto para deslocamentos horizontais como corridas, quanto verticais como saltos e escaladas em árvores. Possui grande resistência orgânica e raramente fica doente. É capaz de correr durante muito tempo sem se cansar e é tão determinado que quando tem uma tarefa a cumprir raramente desiste. Quanto ao temperamento, é um cão inteligente, fiel ao dono e dócil quando bem tratado por quem o adquire. Para adquirir um exemplar desta raça, o novo dono deve saber de início que por ser um cão atleta nato, necessita de bastante exercício, devendo ser treinado e socializado desde filhote. Quando confinado em um espaço muito pequeno nasce a depressão de isolamento que pode gerar problemas no temperamento do cão. O temperamento de qualquer cão divide-se em dois tópicos, o instinto que é a aptidão do cão para algumas funções como caçar, pastoreio, guarda, etc e o comportamento que são as atitudes de personalidade dele que são adquiridas no meio onde ele vive. Portanto deve-se saber que o PitBull tem o instinto para atividades de resistência (esportes por ex.), usado erroneamente por pessoas cruéis naquela época em rinhas; e caça de pequenos animais herdados de seus ancestrais terriers. Muitas vezes a culpa de um cão ficar agressivo é do próprio dono que não sabe lidar com o animal, o ser vivo que convive com ele dentro de casa. Assim, quem leva um pit para apartamento, já deve se preparar para incluir pelo menos 1 hora diária de passeios com exercícios. Hoje o PitBull pode se adaptar a qualquer atividade sadia que não seja a rinha, como por exemplo os esportes radicais, provas de trabalho com tração, Agility e até as exposições de beleza. A rinha é classificada como Crime de crueldade aos animais (art. 32 da Lei 9.605/98) com pena de 3 meses a 1 ano de detenção e multa.
 

 

Padrão da Raça PitBull

Existem 2 padrões normalmente utilizados pelos clubes cinófilos no Brasil, o da ADBA (American Dog Breeders Association), que é uma associação americana especializada na raça American PitBull Terrier e que surgiu em setembro de 1909 e o da UKC (United Kennel Club) que é um clube para todas as raças e que foi o primeiro a reconhecer a raça American PitBull Terrier nos Estados Unidos em 1898. O PitBull Club do Brasil trabalha com o padrão da ADBA. Veja abaixo os dois padrões traduzidos na íntegra:

ADBA

INTRODUÇÃO: A experiência com atletas, cães, cavalos, gado, porcos e galinhas indica que para tudo que vive e respira existe um exército de "experts" para lhe dizer como deve ser o aspecto daquela criatura em particular. Muitos desses "experts" aparentam não possuir a capacidade para quantitativamente distinguir um atributo físico de outro. Muitos começam com um animal que eles gostam e constroem um padrão para enquadrá-lo, mas alguns têm uma percepção totalmente distorcida sobre quais dimensões físicas trabalham melhor. As pessoas cujas opiniões sobre conformação têm passado pelo teste dos anos são, sem exceção, profissionais que ganham dinheiro com os animais. Um vaqueiro experiente é capaz de selecionar dez dentre duzentas vacas leiteiras baseando-se em sua conformação, assim como aqueles ligados a cavalos sabem que aqueles com certas características dificilmente cruzam a linha de chegada em primeiro. Profissionais buscam animais aptos a desempenhar uma tarefa. Amadores, justamente porque não têm como testar suas teorias, apenas alimentam suas imaginações. O PitBull foi desenvolvido no passado para vencer seu oponente num combate. Sua conformação deve, então, ser baseada na tarefa que ele deveria desempenhar. Desta forma, o padrão de conformação não pode ser baseado naquilo que alguém pensa que seja a aparência de um cão de combate; deve ser baseado nos atributos físicos apresentados por cães vencedores. O mundo mudou e com ele mudaram os padrões sociais, éticos, morais e legais.

Não sendo mais admissível que brigas de cães ainda ocorram no mundo de hoje, é de se esperar que, à vista do acima exposto, a aparência da raça vá se transformando até que pouca semelhança guarde com os guerreiros de outrora. Para que as gerações futuras possam conhecer a estrutura autêntica do mais extraordinário animal que o homem já criou, foi escrito este padrão, tendo como premissa que a conformação deve refletir o ideal para o emprego do animal.

CONFORMAÇÃO: Primeiro, olhe para o perfil global do cão. O ideal é que ele pareça quadrado quando visto pelos lados. Isto é, a distância do ombro até a ponta dos quadris é aproximadamente igual à distância do topo do ombro ao chão. Este cão terá uma postura altiva e terá o máximo de alavanca para seu peso.Isto significa que, numa posição normal de "stay", com o jarrete ligeiramente atrás dos quadris, a base do cão (distância entre os pés) será ligeiramente maior do que sua altura. Utilizando os quadris e os ombros como guias evita que o observador seja enganado pela forma como o cão esteja em "stay". A proporção peso/altura é crítica. Como os cães entram em combate com pesos idênticos, quanto maior for o cão naquele peso, maiores suas chances. Daí temos que cães atarracados, com corpos alongados, ombros pesados e pernas grossas usualmente perdem para oponentes mais altos e esguios. A natureza normalmente dota um cão alto e esguio com um pescoço mais longo. A prática já comprovou ser esta uma grande vantagem, por permitir que este cão alcance partes importantes de seu oponente antes que este faça sua "pegada".
 

 

O pescoço deve ser fortemente musculoso desde a base do crânio. Em segundo lugar, observe sua traseira. Esta é o propulsor de qualquer quadrúpede. Oitenta por cento do trabalho de um cão de combate é executado pelos quadris e patas traseiras. Uma garupa longa e descendente é da maior importância, pois seu comprimento é o que permite que o fêmur funcione como uma alavanca. Esta garupa longa dá ao cão um aspecto ligeiramente carpeado - daí o tão comentado porte baixo da cauda. A pelve e os posteriores devem ser largos, proporcionando uma ampla superfície para inserção dos glúteos e dos biceps femoris - os principais propulsores desta máquina. O fêmur deve ser menor do que a tíbia. Isto significa que a articulação do joelho deverá ficar no terço superior dos membros posteriores. Não é difícil encontrarmos cães com joelho baixo. Via de regra, eles possuem uma musculatura mais impressionante por causa do biceps femoris maior, mas são supreendentemente fracos e lentos por causa da perda de alavanca causada pelo fêmur mais longo. Um fêmur mais longo que a tíbia usualmente proporciona uma boa angulação de joelhos, o que por sua vez leva a uma boa angulação de jarretes. Este último é um aspecto crítico da "wrestling ability". Quando um cão é empurrado para trás, ele precisa se basear na elasticidade naturalmente proporcionada por sua angulação para controlar seu movimento.

Cães sem angulação lutarão bem enquanto sua força muscular puder sustentá-los, mas tão logo seus membros posteriores se cansem, perderão sua capacidade de combater. Por fim, observe seus anteriores. O cão deve possuir um toráx profundo, com costelas bem arqueadas acima, mas estreitando para baixo na direção do esterno. Profunda e elíptica, quase estreita mesmo, é preferível ao formato arredondado como um barril. A caixa toráxica aloja os pulmões, que são bombas e não tanques de armazenamento. As costelas são como foles. Sua eficiência está relacionada com a diferença de volume entre a contração e a expansão. Um cão que possua a caixa toráxica como um barril, além de carregar mais peso para sua altura, tem uma bomba de ar de baixa eficiência; precisa respirar mais vezes para conseguir o mesmo volume de ar. A profundidade da caixa toráxica proporciona mais espaço para pulmões maiores. Os ombros devem ser ligeiramente mais largos do que a caixa toráxica na altura da oitava costela. Ombros muito estreitos não suportam uma musculatura adequada, mas ombros muito largos tornam o cão lento e adicionam peso desnecessário. A escápula deve ser larga e achatada, fazendo um ângulo de 45o ou menos com o chão. O úmero deve estar em um ângulo idêntico na direçãp oposta e ser longo o suficiente para que os cotovelos fiquem abaixo da base da caixa toráxica., Os úmeros devem estar quase paralelos à coluna vertebral e os cotovelos juntos do corpo, não para fora como num bulldogue inglês. Este tipo de ombro é mais facilmente deslocado e quebrado.

Os antebraços devem ser apenas ligeiramente mais longos do que os úmeros, robustos e sólidos - aproximadamente o dobro da grossura dos metatarsos dos jarretes. As patas dianteiras e os ombros são severamente castigadas em combate e sua robustez é uma grande vantagem. A relação entre as patas dianteiras e traseiras deve ser, à primeira vista, de uma forte dianteira e uma traseira delicada. Isto se deve ao fato de que, em um cão atlético, os jarretes e a parte inferior da tíbia devem ser leves e flexíveis. As patas dianteiras devem ser pesadas e de aparência sólida. Contudo, o observador experiente irá observar a pelve larga, o traseiro e o fêmur poderoso, componentes que proporcionam um posterior mais musculoso. A cabeça varia mais no PitBull moderno do que qualquer outra parte do corpo, possivelmente porque sua conformação é o que menos tem a ver com sua performance. Porém, certos atributos que parecem ser vantajosos. Em primeiro lugar, seu tamanho. Uma cabeça muito grande apenas carrega mais peso e aumenta as chances de Ter de lutar com um cão mais pesado. Uma cabeça muito pequena é facilmente castigada por um nose fighter e também muito facilmente sacudida por um ear fighter. Já num cão bem proporcionado, a cabeça parece ter cerca de 2/3 da largura dos ombros e ser cerca de 25% mais larga nas bochechas do que no pescoço na base do crânio; a distância do occipital até o stop deve ser quase igual à distância do stop à ponta do focinho.

O encontro do crânio com o focinho ("bridge of the nose") deve ser bem desenvolvido, o que torna a área diretamente sob os olhos consideravelmente mais larga do que a cabeça na base das orelhas.. A profundidade do topo do crânio à base da mandíbula é importante. A mandíbula é fechada pelo músculo fossa-temporal exercendo pressão no processo coronóide. Quanto mais profunda for a cabeça neste ponto, isto é, entre o arco zigomático e o processo angular na base da mandíbula, maiores serão as chances de que o cão possua maior poder de alavanca para fechar a mandíbula e mantê-la fechada. Um focinho compacto e mandíbulas bem desenvolvidas não têm muita relação com potência da mordedura, mas suportam melhor o castigo em combate. Cães com lábios pendentes ficam continuamente prendendo os lábios nos caninos (fanging), o que é uma grande desvantagem para eles. Os dentes devem se encontrar na frente, mas o mais importante é que os caninos devem trabalhar bem ajustados, os superiores por trás dos inferiores, quando a boca se fecha. Os olhos são amendoados quando vistos pela frente. No geral, tal cabeça possuirá o formato de uma cunha quando vista pelo topo ou de perfil, redonda quando vista pela frente. A pele deve ser grossa e solta, mas não apresentar dobras. Deve parecer estar bem estirada, exceto em torno do pescoço e do peito. Aqui a pele deve ser solta o suficiente para apresentar pregas verticais mesmo num cão bem condicionado (atenção: NÃO é barbela!).
 

 

O porte da cauda é o mais importante. Ele deve ser baixo. Seu comprimento deve ser até logo acima da ponta do jarrete, grossa na base e afinando para a ponta e deve pender como a manopla de uma bomba quando o cão está relaxado. Os pés devem ser pequenos e altos (pés de gato). A movimentação do cão deve ser leve e elástica. A maior parte do que foi descrito acima se refere às características ósseas do cão. Quando olhamos para sua musculatura do ponto de vista do criador, é muito mais importante olhar para as características genéticas do que para a aparência obtida pelo condicionamento. Um cão geneticamente poderoso pode ser um vencedor mesmo nas mãos de um treinador inepto, mas um cão geneticamente fraco precisa de um bom handler para vencer.

O condicionamento não pode fazer muito por ele. Pense nos ossos como alavancas, tendo as juntas como fulcro e os músculos como a fonte de força. Os músculos devem ser longos. Músculos curtos podem ser mais impressionantes, mas não são atléticos. A potência de um músculo reside em sua capacidade de contração; quanto maior a diferença entre o relaxamento e a contração, maior sua potência. A pelagem pode ser de qualquer cor ou combinação de cores e deve ser curta e áspera. O brilho da pelagem usualmente reflete a saúde do cão, o que é importante para o atlético APBT. Acima de tudo, o APBT é um atleta completo. Sua constituição deve ser apta a proporcionar velocidade, força, agilidade e energia física, mental e emocional para suportar atividades extenuantes por longo tempo. Ele deve ser equilibrado em todas as direções; o exagero de uma característica vai roubar alguma coisa de outra.

O PADRÃO OFICIAL REVISADO, SEGUNDO A UKC AMERICAN PitBull TERRIER - PADRÃO OFICIAL U.K.C. Revisado em 1 de outubro de 2.000 Tradução: Agnes Buchwald / Presidente do Kennel Club Paulista

APARÊNCIA GERAL: O American PitBull Terrier é um cão de porte médio, de constituição sólida, pelagem curta, com uma musculatura bem definida. Esta raça é poderosa e atlética. O corpo é levemente mais longo que alto, sendo que as fêmeas podem ser algo mais longas que os machos. O comprimento das pernas dianteiras (medidas da ponta do cotovelo ao chão) é aproximadamente igual 'a metade da altura do cão a partir da cernelha. A cabeça é de comprimento médio, com o crânio chato e o focinho largo e profundo. As orelhas são de tamanho pequeno para médio, inseridas altas e podem ser naturais ou cortadas. A cauda relativamente curta é inserida baixa, grossa na base e afilando-se em direção da ponta. O American PitBull Terrier se apresenta em todas as cores e marcações. A raça combina resistência e atleticidade com graça e agilidade e nunca deve ter aparência desajeitada com musculatura saliente, ossos finos ou pernalta.

CARACTERÍSTICAS: As características essenciais do APBT são a resistência, autoconfiança e a alegria de viver. A raça gosta de agradar e é cheia de entusiasmo. O APBT é um excelente cão de companhia e é notável o seu amor por crianças. Pelo fato que a maioria dos APBTs apresentarem certo nível de agressividade contra outros cães, bem como pelo fato de seu físico ser poderoso, a raça necessita de proprietários que os sociabilizem cuidadosamente e que treinem obediência aos seus cães. A agilidade da raça torna-a num dos mais capazes caninos, portanto uma boa cerca é necessária para a raça. O APBT não é a melhor escolha para os que procuram cães de guarda por ser extremamente amigável mesmo com desconhecidos. Comportamento agressivo para com o ser humano não é característico da raça, portanto isto é extremamente indesejável. A raça se sai muito bem em eventos performáticos por seu alto grau de inteligência e sua vontade de trabalhar. O American PitBull Terrier sempre foi capaz de executar uma grande variedade de trabalhos, portanto, exageros ou faltas devem ser penalizados na proporção do quanto podem interferir na versatilidade do cão.

CABEÇA: A cabeça do APBT é singular e é um elemento chave quanto ao tipo da raça. A cabeça é grande e larga, oferecendo uma impressão de grande poder, mas não deve ser desproporcional ao tamanho do corpo. Vista de frente, a cabeça tem o formato de uma cunha rústica, larga. Quando vista de lado, o crânio e o focinho são paralelos entre si, unidos por um stop bem definido e moderadamente fundo. Os arcos supra orbitais sobre os olhos são bem definidos mas não pronunciados. A cabeça é bem cinzelada, unindo resistência, elegância, caráter.

CRÂNIO: O crânio é largo, plano ou levemente arredondado, profundo e largo entre as orelhas. Visto de cima, o crânio vai afilando levemente em direção ao stop. Existe um sulco mediano profundo que vai diminuindo de profundidade do stop ao ocipital. Os músculos das bochechas são proeminentes sem presença de rugas. Quando o cão está se concentrando formam-se rugas na sua testa, o que oferece ao APBT sua expressão singular.

FOCINHO: O focinho é largo, profundo com um afilamento muito suave indo do stop para o nariz com uma ligeira separação debaixo dos olhos. O focinho é mais curto do que o comprimento do crânio, com uma proporção de aproximadamente 2 para 3. O dosro do focinho é reto. A mandíbula inferior é bem desenvolvida, larga e profunda. Os lábios são secos e bem ajustados. Faltas: focinho pontudo, comissuras labiais pendentes, mandíbula inferior fraca.

DENTES: O APBT tem a dentição completa com dentes bem nivelados e brancos, encontrando-se numa mordedura em tesoura. Falta: mordedura em torquês. Faltas sérias: mordedura com prognatismo ou enognatismo, mandíbula torcida, falta de dente (isto não se aplica a um dente perdido ou removido por um veterinário).

NARIZ: O nariz é grande, com narinas largas e bem abertas. O nariz pode ser de qualquer cor.

OLHOS: Os olhos são de tamanho médio, redondos ou amendoados, inseridos bem afastados entre si, profundos no crânio. Todas as cores são igualmente aceitáveis, exceto o azul. Olhos azuis são falta séria. A terceira pálpebra não deve ser aparente. Falta séria: Olhos esbugalhados, olhos de cores diferentes, olhos azuis.

ORELHAS: As orelhas são inseridas altas e podem ou não ser operadas, sem preferência. Se forem deixadas ao natural, as semi eretas ou em rosa são preferíveis. Orelhas pontiagudas, achatadas (deitadas) no crânio ou largas não são desejáveis.

PESCOÇO: O pescoço é de comprimento moderado, musculoso. Apresenta uma ligeira curvatura ou arco na crista. O pescoço vai alargando gradualmente conforme vai descendo do crânio até o ponto em que se junta com os ombros bem angulados. A pele no pescoço é bem ajustada, sem pele solta formando barbela.

DIANTEIROS: As escápulas são longas, largas, musculosas e bem inclinadas. O úmero é quase igual ao comprimento da escápula com a qual se une num aparente ângulo reto. As pernas dianteiras são fortes e musculosas. Os cotovelos se ajustam bem ao corpo. Vistos de frente, as pernas dianteiras colocam-se moderadamente afastadas e perpendiculares ao solo. Os metacarpos são curtos, poderosos, retos, flexíveis. Quando vistos em perfil, os metacarpos parecem quase eretos. Faltas: Ombros retos ou sobrecarregados, cotovelos virados para fora ou para dentro. Metacarpos cedidos, pernas dianteiras arqueadas. Munhecas viradas para fora. Pisada virada para dentro ou para fora.

CORPO: O peito é profundo, cheio e moderadamente largo com bastante espaço para acomodar o coração e os pulmões, porém o peito jamais deve ser mais largo do que fundo. O ante peito não se estende muito além da ponta do ombro. As costelas se estendem bem para trás e partindo da espinha dorsal apresentam um bom arqueamento, afinando, até formarem um corpo fundo estendendo-se até os cotovelos. O dorso é forte e firme. A linha superior é levemente descendente da cernelha até a garupa larga, musculosa e nivelada. O lombo é curto, musculoso, arqueando levemente em direção do topo da garupa, porém é mais estreito do que a caixa toraxica e apresenta um moderado recolhimento do estômago (tuck-up).

POSTERIORES: Os posteriores são fortes, musculosos e moderadamente largos. Nas laterais da cauda a coxa é bem cheia e profunda a partir do pélvis até o escroto. A angulação dos ossos e a musculatura dos posteriores devem estar em harmonia com os anteriores. As coxas bem desenvolvidas com músculos espessos e bem definidos. Visto de lado, os jarretes são bem angulados e os membros do posterior devem apresentar boa angulação e devem se perpendiculares ao solo. Visto de trás, os membros inferiores do posterior são retos e paralelos entre si.

PÉS: Os pés são redondos, devem estar em proporção com o tamanho do cão, e devem ser bem arqueados e ajustados. As almofadas são duras, resistentes e bem almofadadas. Os ergots podem ser removidos. Falta: pés espalmados.

CAUDA: A cauda está inserida numa extenção natural da linha superior e vai se afilando para a ponta. Quando o cão está relaxado, a cauda é portada baixa e chega quase 'a ponta do jarrete. Quando o cão se movimenta, porta a cauda em nível com a linha superior. Quando o cão está excitado pode portar a cauda levantada em posição ereta (denominada: cauda de desafio), porém jamais a cauda deve ser postada sobre o dorso (denominada: cauda alegre). Falta: Cauda longa ( a ponta da cauda ultrapassando a ponta do jarrete). Falta séria: Cauda alegre (não deve ser confundida com a cauda de desafio). Cauda apresentando dobra ou quebrada. Desqualificação: Cauda cortada.
 

 

PELAGEM: A pelagem é brilhante e lisa, deitada no corpo e moderadamente áspera ao toque. Faltas: Pelagem crespa, ondulada ou rala. Desqualificação: Pêlo longo.

CORES: Qualquer cor ou distribuição de cores, bem como qualquer combinação de cores são aceitas.

ALTURA E PESO: O APBT deve ser tanto poderoso como ágil, portanto o seu peso e sua altura são menos importantes do que a correta proporção entre altura e peso. O peso desejável de um macho adulto em boas condições oscila entre 35 e 60 pounds ( 15,87 e 27,21 kg). O peso desejável para a fêmea madura em boas condições oscila entre 30 e 50 pounds (13,60 e 22,67 kg). Cães acima dos pesos mencionados não devem ser penalizados a não ser que sejam desproporcionalmente musculosos ou pernaltas.

MOVIMENTAÇÃO: O APBT movimenta-se com uma atitude confiante e vivaz, oferecendo a impressão que espera a qualquer minuto ver algo novo e excitante. Quando trota, sua movimentação não demonstra esforço, é suave, poderoso e bem coordenado, mostrando bom alcance dos dianteiros e boa propulsão dos posteriores. Em movimentação, o dorso permanece nivelado, apresentando apenas uma leve flexão que indica elasticidade. Visto de qualquer lado, as pernas não se viram nem para dentro nem para fora e os pés não se cruzam nem interferem entre si. Conforme aumenta a velocidade os pés tendem a convergir em direção do centro da linha de balanço. Faltas: Pernas que não se movem no mesmo plano, pernas com super alcance; cruzar as pernas dianteiras ou posteriores, pernas se movendo muito juntas ou se tocando, movimentação bamboleante, passo saltitante, andar em lateral, ação em hackney, movimentar-se com dificuldade.

DESQUALIFICAÇÕES: Criptorquidismo ou monorquidismo. Agressividade ou extrema timidez. Surdez unilateral ou bilateral. Cauda cortada ou ausência de cauda. Albinismo. Nota: Apesar de algum nível de agressividade ser característico da raça, a United Kennel Club espera que os apresentadores cumpram os regulamentos que visam o temperamento do cão nos eventos promovidos pela entidade. ESCALA DE PONTOS Aparência geral, personalidade, obediência 20 Cabeça, focinho, olhos, orelhas 25 Pescoço, ombros e peito 15 Corpo 15 Pernas e pés 15 Cauda, pelagem e cor 10 Total 100.

 

ARTIGO ESCRITO POR:
www.pitbullclub.com.br